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Música

Taylor Swift lança clipe de “Opalite” com Domhnall Gleeson, Greta Lee, e outros famosos

Videoclipe do segundo single de The Life of a Showgirl traz Domhnall Gleeson, Greta Lee e estética nostálgica dos anos 90, com estreia exclusiva nos streamings

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Taylor Swift acaba de presentear os fãs com o aguardado videoclipe de Opalite, segundo single do álbum The Life of a Showgirl, nesta sexta-feira (6). O visual chegou com exclusividade para assinantes do Spotify Premium e Apple Music e só estará disponível no YouTube a partir de domingo (8). A estratégia diferenciada de lançamento chamou atenção da indústria, já que a cantora optou por priorizar plataformas cujas visualizações ainda contam para as paradas da Billboard, depois que o YouTube anunciou recentemente que seus números não serão mais computados nos rankings da revista especializada. O clipe reúne um elenco de peso que inclui Domhnall Gleeson, Greta Lee, Jodie Turner-Smith, Lewis Capaldi e Cillian Murphy, todos convidados que estiveram com Taylor no programa The Graham Norton Show em outubro de 2025.

Assista no Spotify:

A produção audiovisual mergulha de cabeça na estética nostálgica dos anos 90, começando com um infomercial de televisão que anuncia um produto de limpeza chamado Opalite, prometendo “transformar magicamente seus problemas em paraíso” através de uma “poção química de última geração” que funciona em amizades, casais, animais de estimação e colegas de trabalho.

A narrativa do clipe acompanha Taylor interpretando uma mulher solitária cuja única companhia é uma pedra de estimação, com quem ela faz pulseiras da amizade, canta karaokê e sai para bares. Em paralelo, Domhnall Gleeson surge em um relacionamento tóxico com um cacto de estimação, até que ele encomenda o produto Opalite e, ao pulverizar a planta, Taylor aparece magicamente em sua casa. Os dois desenvolvem um romance repleto de referências aos anos 90, incluindo uma sessão de fotos cafona no shopping fotografada por Lewis Capaldi e uma apresentação final em uma competição de dança usando agasalhos brilhantes nas cores verde-menta e laranja, conforme reportou o site Consequence.


A origem do videoclipe tem uma história curiosa que Taylor fez questão de compartilhar nas redes sociais. Em um post no X (antigo Twitter), a cantora revelou que tudo começou com uma piada de Domhnall Gleeson durante a gravação do The Graham Norton Show, quando o ator irlandês brincou dizendo que gostaria de participar de um de seus clipes. Taylor levou a sugestão a sério e, uma semana depois, enviou um roteiro completo para Gleeson, onde ele estrelaria o papel principal.

A artista então teve a ideia de reunir todos os convidados daquela noite no programa, incluindo o próprio apresentador Graham Norton, que aparece no clipe como vendedor do produto Opalite. Greta Lee surge como uma cantora no estilo MTV dos anos 90, enquanto Jodie Turner-Smith interpreta uma apresentadora de programa de exercícios e Cillian Murphy aparece como porta-voz da marca em um anúncio visto no shopping. Taylor descreveu o projeto como “um trabalho em grupo escolar, mas para adultos e sem ser obrigatório”, celebrando o fato de todos terem aceitado “viajar no tempo de volta aos anos 90” para ajudar na produção.


Opalite carrega um significado especial no universo de Taylor Swift, sendo a música favorita de seu noivo, o jogador de futebol americano Travis Kelce. Durante a divulgação de The Life of a Showgirl, a cantora explicou que escolheu o título porque descobriu que opalita é uma opala sintética, criada artificialmente assim como diamantes, e que a pedra opala é a pedra de nascimento de Travis. Ela transformou essa descoberta em uma metáfora sobre como a felicidade também pode ser construída, não apenas encontrada por acaso. A faixa estreou na segunda posição da Billboard Hot 100 durante a primeira semana de lançamento do álbum e permaneceu entre as mais tocadas, ocupando a décima colocação na parada após 17 semanas.

O álbum The Life of a Showgirl, que chegou às plataformas em outubro de 2025, vendeu impressionantes 2,7 milhões de cópias apenas no primeiro dia e superou 25 de Adele como o disco mais consumido na história da Billboard 200, segundo dados da Billboard. O primeiro single, The Fate of Ophelia, tornou-se o 13º número um de Taylor na parada Hot 100 e passou 10 semanas não consecutivas no topo, consolidando mais um capítulo de sucesso na carreira da artista que continua redefinindo estratégias de lançamento e quebrando recordes na indústria da música.

Música

O show histórico de Olivia Rodrigo em Barcelona virou debate por causa de um babydoll

A polêmica em torno do look babydoll da cantora em Barcelona escancarou, mais uma vez, o campo minado que é ser uma mulher no pop

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No último dia 8 de maio, Olivia Rodrigo subiu ao palco do Teatre Grec, em Barcelona, para um show íntimo e absolutamente histórico: o Spotify reuniu 1.500 superfãs selecionados pelo próprio aplicativo para celebrar os nove singles da cantora que ultrapassaram 1 bilhão de streams na plataforma – entre eles Drivers License, Good 4 U, Deja Vu, Vampire e Jealousy, Jealousy. A cantora recebeu placas comemorativas, tocou 14 músicas em menos de uma hora e ainda apresentou ao vivo drop dead, o primeiro single do seu terceiro álbum, you seem pretty sad for a girl so in love. Era, por qualquer ângulo que você olhasse, uma noite de celebração. Mas o que foi mais falado no dia seguinte não foi nada disso.

Reprodução/Spotify

Para a ocasião, Rodrigo escolheu um babydoll blouse da marca Génération78, da coleção “Crush Loves Drama”, combinando com bloomers e botas cano longo. O look era coerente com a estética que ela vem construindo no ciclo do novo álbum – uma espécie de femininidade caótica, igual partes Courtney Love e boneca de porcelana. Só que parte da internet decidiu que o vestido era, na verdade, uma peça problemática.

Nos comentários do X e do Instagram, usuários afirmaram que a silhueta frisada “infantilizava e sexualizava” a cantora de 23 anos ao mesmo tempo, uma lógica que, se você parar pra pensar, é basicamente impossível de vencer. Tinha gente comparando o vestido a roupinha de bebê, outros dizendo que era “inapropriado”. O show em si ficou em segundo plano.

O que aconteceu com Olivia é o mesmo roteiro que a gente vê se repetir há décadas com mulheres no pop. Quando Billie Eilish apareceu no início da carreira coberta de roupas largas, foi criticada por não “se vestir como menina”, e precisou ir a público explicar que usava roupas assim justamente para escapar da objetificação. Em uma campanha da Calvin Klein em 2019, ela disse que ninguém poderia opinar sobre o corpo dela porque não havia visto o que estava por baixo.

Existe um padrão duplo tão escancarado que já seria quase engraçado se não fosse tão cansativo. Justin Bieber se apresentou no Grammy usando apenas boxers e meias, e a leitura foi de que era uma performance “sem roupa”, corajosa, simbólica. Adam Sandler aparece em premiações de pijama e o mundo inteiro acha fofo. Mas uma mulher de 23 anos aparece num vestido florido numa festa de streaming em Barcelona, e a conversa vira sobre inadequação. O que a roupa da Olivia Rodrigo revelou não foi nada sobre a Olivia Rodrigo – foi o quanto ainda é fácil transformar o visual de uma mulher num debate público.

No fim, o que importaria discutir é o seguinte: ela foi até Barcelona com nove singles bilionários e um novo álbum na manga. Deu um show de 14 músicas que deixou os 1.500 presentes sem voz. Isso é o que aconteceu. O vestido é só um vestido.

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Música

Shakira se assusta com máscara de Piqué em show; veja o vídeo

No meio da turnê mais lucrativa da história da música latina, uma fã levantou uma máscara do ex-jogador durante a música que ele inspirou

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Shakira estava cantando a BZRP Music Sessions #53 – aquela em que ela literalmente processa o fim do casamento em versos afiados – quando uma fã na plateia levantou uma máscara do ex-marido Gerard Piqué com olhos flamejantes, língua vermelha comprida e chifres de diabo. A reação de Shakira foi de susto genuíno, e o vídeo não demorou nada para tomar as redes sociais.


O momento aconteceu durante a passagem da turnê por El Salvador, onde Shakira fez cinco noites no Estadio Nacional Jorge “Mágico” González em San Salvador, parte da segunda etapa da Las Mujeres Ya No Lloran World Tour. A turnê já se tornou a mais lucrativa da história da música latina: mais de 421 milhões de dólares arrecadados até março de 2026 e mais de 3,3 milhões de pessoas no público.

Não foi a primeira vez nesta semana que o nome do ex veio à tona. No sábado (2) durante o evento Todo Mundo no Rio na Praia de Copacabana, parte da plateia reagiu com gritos direcionados ao ex-jogador depois de um discurso de Shakira sobre mães solteiras. A separação, anunciada em junho de 2022 após reportagens da imprensa espanhola sobre uma suposta traição, virou combustível criativo para Monotonía, TQG com Karol G e a sessão com Bizarrap – e aparentemente ainda não saiu do radar do público.

A turnê segue até outubro de 2026, com encerramento em Madri.

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Música

Por que o Brutal Paraíso de Luísa Sonza dividiu o público

Com 23 faixas e 67 minutos de duração, o quinto álbum da artista gaúcha chegou com tudo – campanha intensa, Coachella e um conceito ambicioso – e ainda assim não emplacou como Escândalo Íntimo

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Quando Brutal Paraíso chegou às plataformas no dia 7 de abril, a expectativa era enorme. Luísa Sonza tinha acabado de se consolidar como um dos maiores nomes do pop brasileiro, ainda na esteira do recorde histórico de Escândalo Íntimo – mais de 15 milhões de streams nas primeiras 24 horas no Spotify Brasil. Três anos depois, o quinto álbum de estúdio da artista gaúcha estreou com pouco mais de 2,5 milhões de reproduções no mesmo período, com 13 faixas entrando no Top 200 da plataforma. Os números não são ruins. Mas a comparação foi inevitável – e cruel.


Parte da recepção morna tem menos a ver com o álbum em si e mais com o contexto que cerca a figura pública de Luísa. Desde os tempos de relacionamento com Whindersson Nunes, passando pelo caso de racismo envolvendo a advogada Isabel Macedo de Jesus em 2018 – que a artista demorou para reconhecer publicamente -, até a cena no programa da Ana Maria Braga após a traição do Chico Moedas logo depois do lançamento de Escândalo Íntimo, a imagem da Luísa carrega um peso que boa parte dos outros artistas brasileiros simplesmente não tem. Não é que as polêmicas sejam novas. É que elas criaram uma régua diferente: qualquer tropeço do álbum vira amplificado, qualquer defesa vira suspeita de marketing.

Isso ficou visível no próprio lançamento. Enquanto o álbum chegava às plataformas, a cantora estava respondendo críticas e engajando em discussões no X, comportamento que uma parcela do público leu como combativo aos próprios fãs e que ajudou a esquentar um ambiente que já estava acirrado antes da primeira faixa tocar.

Ambição sem corte

Mas seria injusto colocar tudo na conta da polêmica. Brutal Paraíso tem problemas estruturais reais. Com 23 faixas e 67 minutos de duração, o álbum é ambicioso a ponto de se perder. A proposta de dividir o projeto em três blocos sonoros – abertura com influências de bossa nova e MPB, meio de funk e pop dançante, reta final melancólica e introspectiva – funciona no papel, mas na prática cria uma experiência fragmentada. Quando você chega nas baladas reflexivas da terceira parte, a fadiga de escuta já deu o ar da graça.

A faixa de abertura, Distrópico – que brinca com “distópico” e “trópico” para anunciar a dualidade do disco -, prometia um álbum amarrado em torno da tensão entre paraíso e brutalidade. Essa ideia, porém, só aparece de forma explícita na faixa-título, de oito minutos, que encerra o trabalho. Os outros 22 tracks navegam por temas e estéticas sem que o fio conceitual apareça com clareza suficiente para sustentar a jornada.

O que funciona – e muito

Isso não quer dizer que Brutal Paraíso seja um álbum ruim. Longe disso. Fruto do Tempo, com sample de Caetano Veloso, é uma das melhores faixas que Luísa já lançou. Telefone tem um gancho irresistível, ainda que termine antes de você querer que termine. Tu Gata, com Sebastián Yatra, entrega exatamente o que promete. E a faixa-título em si é genuinamente emocionante – uma carta de oito minutos onde a artista olha para a própria carreira, para tudo que viveu e sobreviveu, com uma vulnerabilidade difícil de ignorar.


Há algo genuíno na origem do projeto: a ideia de que o paraíso não some, mas se revela brutal. O que falta é essa sinceridade atravessar o álbum inteiro com a mesma intensidade.

Brutal Paraíso é o álbum de uma artista que claramente cresceu, que ouviu jazz, que tem referências e que não quer mais ser encaixada numa caixinha. E crescer custa – especialmente quando ninguém corta. Se Escândalo Íntimo funcionou apesar das polêmicas foi porque o disco era redondo, direto e cheio de momentos que prendiam: Campo de Morango, Chico, Penhasco – Parte 2... Aqui, a Luísa apostou em ambição e entregou um projeto maior do que precisa ser. Com dez faixas a menos, Brutal Paraíso poderia facilmente ser o melhor álbum da carreira dela. Como está, tem muito a dizer – e às vezes não deixa ninguém ouvir.

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