Séries
The Last of Us: final da 2ª temporada é sombrio, corajoso e te deixa sem ar
Episódio final entrega tudo o que a série prometeu: sofrimento, consequência e zero misericórdia
The Last of Us encerrou sua segunda temporada com o episódio mais seco, brutal e emocionalmente esvaziado até aqui — e isso é um elogio. A HBO abandonou qualquer ilusão de redenção ou conforto para mostrar o que realmente acontece com alguém que só sabe viver através da perda. Ellie (Bella Ramsey) está sozinha, por escolha própria, e o episódio não tenta suavizar essa verdade. Muito pelo contrário: ele esfrega na nossa cara.
- “Coração de Ferro” ganha trailer, mas sofre onda de críticas negativas no YouTube
- ‘Elle’: série prelúdio de Legalmente Loira estreia em 2026 e ganha primeira imagem
Depois de um episódio anterior que trouxe Pedro Pascal de volta como Joel para um último flashback — e com ele, nossa saudade —, o final mergulha de cabeça na dor. Sem enrolação, sem cortes desnecessários. Só Ellie, Seattle, e as consequências do caminho que ela escolheu seguir. Bella Ramsey carrega tudo nas costas, e a atuação dela aqui é o tipo de coisa que marca uma geração. É feio, é pesado, e é por isso que funciona.

A dinâmica entre Ellie e Jesse (Young Mazino, em uma performance sólida) serve de coração moral do episódio — e talvez da temporada inteira. Jesse é o contraponto: racional, sensível, com valores de comunidade. Ellie está no modo “Joel no hospital”, acreditando que vingança é justiça. A série deixa claro que isso não é heroico — é trágico. O desfecho entre os dois é previsível, mas não menos doloroso. E aí vem o momento que define tudo: Ellie tem a chance de voltar para casa… e não volta. É o ponto sem retorno.
O episódio também mostra, com força, como Ellie ainda vive sob a sombra de Joel. A revelação sobre o hospital, dita em voz alta para Dina, é poderosa porque finalmente quebra o silêncio. Mas não muda o fato de que Ellie está repetindo exatamente o que Joel fez: destruindo tudo em nome de alguém que ela perdeu. A diferença é que agora não tem ninguém para salvá-la dela mesma.

E quando Abby aparece — enfim — o peso da narrativa muda. Kaitlyn Dever mal fala, mas já impõe a presença. O final sugere que a temporada 3 será tanto sobre Abby quanto Ellie, como no jogo, e honestamente, é a decisão certa. A série está fazendo o público sentir o mesmo desconforto que os jogadores sentiram: odiar alguém, para depois ser forçado a ver o mundo pelos olhos dela. E nesse universo, todo mundo sangra, todo mundo erra, e ninguém sai ileso.
Visualmente, o episódio é claustrofóbico. A direção opta por planos fechados, pouca luz e muito silêncio. Não tem trilha para suavizar os golpes — só dor crua. E isso resume bem a temporada: menos ação, mais cicatrizes.
Se a primeira temporada foi sobre amor e sacrifício, a segunda é sobre como o amor pode se tornar uma arma — e como isso destrói tudo ao redor. É uma temporada mais difícil, mais divisiva, mas infinitamente mais ousada. E se esse episódio final é a promessa do que vem por aí, a próxima temporada tem tudo para ser ainda mais dilacerante.
Agora é torcer para a HBO não nos fazer esperar tanto. Porque depois desse final, a gente precisa saber: o que sobra de Ellie depois que ela perde tudo?
Nota: 9/10
Séries
Wandinha: Netflix divulga primeira imagem oficial da terceira temporada com Jenna Ortega em Paris
Netflix divulga primeira imagem da terceira temporada com Wednesday embaixo da Torre Eiffel
Wandinha trocou os corredores sombrios de Nevermore pela Cidade Luz. Jenna Ortega e Tim Burton foram flagrados filmando cenas da terceira temporada da série nesta segunda-feira (20) em Paris, na França. A produção confirmou o que a Netflix havia insinuado nas últimas semanas com um teaser cheio de subentendidos: a nova fase de Wandinha vai além dos limites da academia de outcasts.
As gravações na capital francesa começaram no dia 18 de abril, com previsão de encerramento das filmagens externas para esta segunda-feira (20). O set foi montado às margens do Rio Sena, onde Ortega apareceu ao lado de uma motocicleta – detalhe que bate com o teaser divulgado pela Netflix mostrando Wandinha e Mãozinha na frente da Torre Eiffel. Fred Armisen também foi flagrado nas gravações no personagem do Tio Fester, confirmando que ele acompanha Wednesday na escapada europeia.
A passagem por Paris é só parte de uma chuva de novidades. Winona Ryder entrou oficialmente para a terceira temporada, o que representa um reencontro com Burton e com Ortega, já que os três trabalharam juntos em Beetlejuice Beetlejuice (2024). Lena Headey, de Game of Thrones, o ícone dos anos 80 Andrew McCarthy e James Lance, de Ted Lasso, também foram escalados para papéis ainda não revelados, mas descritos como centrais para a trama.
Sobre a estreia: a espera vai ser longa. A Netflix não confirmou data oficial, mas fontes indicam que a plataforma está mirando o primeiro semestre de 2027, com junho como janela preferencial. A produção está rodando na Irlanda com o codinome Briarcliff, e o término das gravações está previsto para maio, embora a expectativa seja de que o processo se estenda além disso.
Séries
Segunda temporada de “Treta” é boa? Episódios têm elenco incrível – e roteiro que tropeça
A segunda temporada da série da Netflix chegou com Oscar Isaac e Carey Mulligan – e com mais personagens, mais ambição temática e, infelizmente, menos precisão narrativa do que a estreia.
Três anos depois de uma das estreias mais celebradas da história recente do streaming, Treta voltou. A segunda temporada chegou à Netflix em 16 de abril com um elenco que sozinho justificaria o play – Oscar Isaac, Carey Mulligan, Cailee Spaeny e Charles Melton – e com a mesma premissa da primeira: pegar uma faísca pequena e deixar ela incendiar tudo ao redor. Mas onde a temporada inaugural era contida e certeira, esta tem ambição demais para o espaço que ocupa.
A trama gira em torno de dois casais que orbitam o Monte Vista Country Club, em Montecito, Califórnia. Josh e Lindsay são a cara do lugar, ele como gerente geral, ela como designer de interiores, e mantêm uma relação que, de perto, está à beira do colapso. Ashley e Austin trabalham nos escalões mais baixos do clube, mal conseguem fechar o mês, e acabam filmando acidentalmente uma briga física entre os patrões. Com o vídeo em mãos, o casal mais jovem enxerga uma saída: usar a gravação como moeda de troca para conseguir um emprego fixo com plano de saúde. A partir daí, o que era uma faísca vira incêndio – com chantagem, dívidas escondidas, dinheiro sujo e pelo menos uma cena que trata o sistema de saúde americano como terror existencial.

O problema é que Treta 2 quer cobrir território demais. Ao longo dos oito episódios, a série perde o foco e superlota uma premissa que já era expandida por natureza, e no desfecho, a rivalidade entre os protagonistas deixa de ser o centro da história. O que definia a primeira temporada era a química corrosiva entre Steven Yeun e Ali Wong, dois personagens em rota de colisão por razões profundamente pessoais. Aqui, com quatro protagonistas e uma galeria de secundários relevantes – incluindo Youn Yuh-jung como a bilionária sul-coreana dona do clube e Song Kang-ho num papel desperdiçadoramente pequeno – a dinâmica se dilui.
Embora os detalhes da trama sejam imprevisíveis, a novidade da série já não tem o mesmo impacto, e algumas das observações sobre identidade cultural soam mecânicas desta vez.

Nada disso significa que Treta 2 é ruim. O elenco entrega o que promete: Isaac e Mulligan têm o timing de um casal que passou anos praticando o silêncio como forma de agressão, e Spaeny e Melton carregam bem o peso de personagens que a série trata com uma crueldade às vezes incômoda. Mulligan e Isaac, premiado em outros projetos, sabem exatamente o que fazer com roteiro de qualidade – o problema é quando o roteiro perde o fio. A dupla jovem formada por Spaeny e Melton já provou o que vale em outras produções, e aqui não decepciona. O obstáculo não é quem está na frente da câmera. É o quanto o texto consegue sustentar o peso do que promete.
Treta continua sendo uma das séries mais interessantes da Netflix – e a segunda temporada, mesmo com seus excessos, tem episódios que funcionam muito bem isoladamente. Quem esperava o mesmo soco emocional da primeira vai sair com a sensação de que algo ficou no caminho. A ambição estava lá. A contenção, não.
Séries
Terceira temporada de ‘Euphoria’ chega neste domingo; o que podemos esperar?
Quatro anos depois, Rue, Nate, Cassie e companhia voltam – mais velhos, mais complexos e, claro, mais destruídos do que nunca
Quatro anos é tempo suficiente pra qualquer pessoa crescer, mudar e tomar algumas decisões horríveis. É exatamente o que Euphoria promete explorar na sua terceira temporada, que estreia neste domingo (12) às 22h, disponível simultaneamente na HBO e na HBO Max. Criada por Sam Levinson, a nova fase dá um salto temporal de cinco anos, acompanhando os ex-estudantes do ensino médio lidando com problemas ainda maiores – casamento, crimes, violência e fama – em um ritmo mais próximo do suspense policial. Menos drama escolar, mais consequências reais. Era o que a gente precisava.
O núcleo pesado da série continua intacto: Zendaya como Rue, Hunter Schafer como Jules, Sydney Sweeney como Cassie, Jacob Elordi como Nate, Alexa Demie como Maddy e Maude Apatow como Lexi. Do lado das caras novas, Sharon Stone, Natasha Lyonne, Danielle Deadwyler e a cantora Rosalía entram no elenco. A cantora, aliás, interpreta uma dançarina – e, segundo a Elle americana, disse que foi bom reencontrar velhos amigos no set, numa referência ao seu antigo relacionamento com Hunter Schafer em 2019.
A temporada também carrega algumas despedidas inevitáveis. Barbie Ferreira não retorna – a atriz havia declarado que não queria continuar interpretando “a melhor amiga gorda” -, assim como Angus Cloud, que faleceu tragicamente. Eric Dane, que interpretava Cal Jacobs, o problemático pai de Nate, faleceu no início de 2026, mas chegou a gravar a temporada e terá aparições póstumas.
A temporada terá oito episódios, lançados semanalmente, com previsão de encerramento em 31 de maio. Quanto ao futuro da série, Zendaya sugeriu em entrevistas recentes que a terceira temporada deve ser a última, enquanto Levinson afirmou que não tem planos para uma quarta. O que, dependendo de como você encarar, pode ser o alívio ou a maior tristeza do ano.
-
Séries4 dias agoWandinha: Netflix divulga primeira imagem oficial da terceira temporada com Jenna Ortega em Paris
-
Filmes4 dias agoDoom-rom: o subgênero que está mudando o romance no cinema
-
Filmes4 dias agoAnne Hathaway confirma que ‘O Diário da Princesa 3’ está em desenvolvimento
-
BBB2 dias agoBBB 26: por que a temporada desse ano foi tão icônica?
-
BBB3 dias agoBBB 26: quanto Ana Paula Renault ganhará por vencer o programa?
-
BBB2 dias agoDe abrigo ao BBB 26: quem é Tia Milena, vice-campeã e a melhor pipoca de todos os tempos
