Séries
Tudo o que você precisa saber sobre Heated Rivalry, série de romance gay da HBO Max
O maior fenômeno das séries LGBTQ+ de 2025 acaba de aterrissar na HBO Max e está fazendo a internet perder completamente a compostura. Heated Rivalry, produção canadense criada por Jacob Tierney, estreou em 28 de novembro e rapidamente se tornou o assunto mais comentado nas redes sociais, conquistando tanto fãs de romances quanto pessoas que nunca assistiram a uma partida de hóquei na vida.
A série segue dois jogadores profissionais de hóquei rivais, o canadense Shane Hollander, interpretado por Hudson Williams, e o russo Ilya Rozanov, vivido por Connor Storrie, cuja animosidade no gelo esconde um romance secreto e apaixonado. A trama acompanha a evolução dessa relação ao longo de quase uma década, navegando entre a negação, a autodescoberta e os encontros clandestinos em vestiários, banheiros públicos e quartos de hotel luxuosos.

Do livro para as telas
A adaptação é baseada no segundo livro da série literária Game Changers, de Rachel Reid, publicado originalmente em 2019 e considerado um dos favoritos absolutos dos fãs do gênero enemies-to-lovers. A história de Shane e Ilya é amplamente considerada a favorita entre os leitores da saga, que acompanha diversos romances queer no universo do hóquei profissional.
A autora, uma fã de hóquei desde os anos 1980, encontrou inspiração em rivalidades reais do esporte, especialmente a famosa competição entre Sidney Crosby e Alexander Ovechkin, mesclando elementos de romance proibido com a tensão característica do trope de inimigos que se apaixonam. Tierney, conhecido por seu trabalho em Letterkenny, assumiu a criação, roteiro e direção da adaptação, trazendo uma abordagem que prioriza a intimidade, o consentimento e, sim, muitas cenas quentes.
Assista ao trailer:
A química que conquistou desde a audição
A conexão entre os protagonistas não é apenas aparente nas telas, mas foi evidente desde o processo de seleção do elenco. Durante os testes de química, Connor Storrie sentiu instantaneamente que Hudson Williams era a escolha certa, enquanto Williams teve uma reação ainda mais visceral ao colega de cena. O criador Jacob Tierney revelou que Williams lhe disse que o outro ator era bom, mas que Connor parecia que ia imobilizá-lo e fazer “coisas impróprias para mencionar em público”, o que fez o showrunner ter certeza de que havia encontrado seu par perfeito.
Hudson Williams é um astro em ascensão com trabalhos em séries como Tracker e Allegiance, enquanto Connor Storrie tem um currículo que inclui Coringa: Delírio a Dois e As Pequenas Coisas da Vida. Ambos mergulharam profundamente em seus personagens, com Williams revelando que chorou ao terminar de ler o roteiro do episódio final e que sentiu uma necessidade visceral de proteger Shane.

Quando e onde assistir
A série estreou no Canadá em 28 de novembro de 2025, com novos episódios sendo lançados semanalmente às sextas-feiras até o final em 26 de dezembro. Porém, infelizmente, segue sem previsão de estreia no Brasil.
A primeira temporada conta com seis episódios, e no agregador Rotten Tomatoes, Heated Rivalry mantém uma aprovação de 86% baseada em críticas especializadas. A recepção do público tem sido igualmente entusiástica, com fãs afirmando nas redes sociais que a química entre os protagonistas deveria ser “estudada em laboratório” e que a série vai entrar para a história como uma das mais intensas já produzidas. Ainda não há confirmação oficial de uma segunda temporada, mas os fãs permanecem esperançosos, já que existe uma sequência literária chamada The Long Game, que se passa uma década depois dos eventos do primeiro livro. O criador Jacob Tierney já sinalizou que, se o público responder bem, há mais estrada para pavimentar nesse universo criado por Rachel Reid.
Séries
“Off Campus”: o que significa a tatuagem nas costas de Garrett?
Ideia do ator Belmont Cameli, a frase em latim nas costas do personagem carrega uma história real
Se você maratonou Off Campus na Prime Video e ficou olhando fixo pra tela tentando decifrar o que estava escrito nas costas do Garrett Graham, bem-vindo ao clube. A frase em latim que aparece nos ombros do personagem – “Nullum Gratuitum Prandium” – é uma adição completamente nova à história, foi ideia do próprio ator Belmont Cameli e tem uma conexão direta com a vida real dele.
Nos livros de Elle Kennedy nos quais a série é baseada, Garrett tem uma tatuagem de fogo no bíceps. Para a adaptação, Cameli propôs a troca pela frase em latim estampada nas omoplatas com a frase “não existe almoço grátis”, traduzindo livremente. A frase era o mantra da equipe de luta livre do colégio dele. Dá pra entender por que colou tão bem no personagem.

O detalhe mais inteligente, porém, está na lógica de posicionamento da tattoo. Quando Garrett veste o uniforme de hóquei, o que aparece é o sobrenome Graham, carregando todo o peso do pai famoso. Quando tira o uniforme, o que fica na pele é o mantra. É a diferença entre a versão que o mundo enxerga e a versão que ele sabe que é verdade. Para quem assistiu a temporada inteira, essa simbologia bate forte.
A tatuagem ainda funciona como antecipação sutil do final. Quando o pai de Garrett parabeniza o filho por ter iniciado a briga e diz que ele é igualzinho a ele, está falando do “Graham” que o mundo vê. A resposta de Garrett, cortando o pai no meio da frase, é exatamente o mantra em ação. Nada de herança. Tudo conquistado. E, por falar em conquistas reais, Cameli tem uma tatuagem de verdade na coxa em referência ao álbum favorito dele do The National, Trouble Will Find Me. O homem leva tatuagem a sério, tanto na ficção quanto fora dela.
Séries
“Off Campus: Amores Improváveis” é exatamente o que uma série de romance deveria ser
A adaptação da saga de Elle Kennedy chega ao Prime Video e entrega o romance universitário que os fãs mereciam – com algumas surpresas no caminho
Off Campus: Amores Improváveis chegou ao Prime Video no dia 13 de maio com todos os oito episódios da primeira temporada disponíveis de uma vez – o que, convenhamos, foi ao mesmo tempo um presente e uma cilada, porque ninguém parou depois do segundo. A série criada pela showrunner Louisa Levy adapta O Acordo, primeiro livro da saga da autora canadense Elle Kennedy, e acompanha Hannah Wells (Ella Bright), estudante de música da fictícia Universidade Briar, e Garrett Graham (Belmont Cameli), capitão do time de hóquei que vai mal em filosofia. Os dois fazem um acordo: ela o ajuda a recuperar as notas, ele a ajuda a conquistar o músico Justin. Quem já leu o livro sabe exatamente onde isso vai parar. Quem não leu, percebe no fim do primeiro episódio.
A grande aposta de Off Campus é química, e ela entrega. Belmont Cameli e Ella Bright têm uma interação que não parece fingida – cada troca entre Garrett e Hannah parece genuína, um pouco desajeitada do jeito certo, sem o esforço visível que às vezes aparece em adaptações de romance quando os atores tentam demais convencer.

A direção aposta em planos médios e reações, deixando os rostos contarem mais do que os diálogos, o que funciona muito bem nos momentos de tensão não resolvida, que são muitos. A série também acerta ao construir o universo do hóquei e da música de forma equilibrada, sem deixar nenhuma das duas ficar em segundo plano. Hannah tem uma jornada própria com a composição que vai além de ser a garota que o protagonista gosta, e isso faz diferença.
As mudanças em relação ao livro: o que funcionou
Quem leu O Acordo vai notar as diferenças logo nas primeiras cenas. O Justin dos livros era jogador de futebol americano; na série, ele é músico e lidera a banda After Hours, o que dá muito mais coerência ao interesse de Hannah por ele. O primeiro beijo de Hannah com outra pessoa também muda – no livro era com um personagem sem peso na trama, na série é com Logan, que tem um crush não resolvido pela protagonista, criando uma camada a mais para a temporada toda.

A série também antecipa o desenvolvimento de Dean e Allie, casal do terceiro livro da franquia, o que dividiu os fãs: parte ficou animada em ver mais desse casal logo, outra parte sentiu que isso tira o protagonismo que seria deles na terceira temporada. A questão é que a dinâmica entre eles é tão boa que é difícil reclamar muito enquanto assiste.
Off Campus não desvia dos temas difíceis do livro. O passado de Hannah, que foi drogada e estuprada no ensino médio, é tratado com cuidado e tempo de tela suficiente, o que de fato acrescente boas camadas aos episódios. A série conecta esse trauma diretamente à dificuldade da personagem de acessar a música pop e escrever letras, uma mudança em relação ao livro que aprofunda quem Hannah é antes mesmo de Garrett entrar na história.

Garrett também carrega o peso de um pai abusivo e o medo de repetir padrões – e a cena em que os dois confrontam essas questões juntos é um dos pontos mais fortes da temporada. O diálogo pode soar truncado em alguns momentos, e isso é verdade em alguns episódios do meio da temporada, mas raramente atrapalha o ritmo geral.
O que vem pela frente
Já renovada para a segunda temporada antes mesmo da estreia, Off Campus deixa bastante material aberto para o futuro. A introdução de Grace Ivers (India Fowler, anunciada para a próxima temporada) sugere que Logan e sua história com a personagem do segundo livro da saga devem ser o foco a seguir. Dean e Allie também terminam a temporada num ponto que pede continuação urgente.
A série claramente foi pensada no modelo antológico ao estilo Bridgerton – cada casal ganha seu momento, mas os personagens não desaparecem depois. Se Off Campus mantiver essa qualidade de construção de elenco secundário, o modelo pode funcionar muito bem. Por ora, Hannah e Garrett entregaram o suficiente para garantir que a gente vai estar aqui quando a segunda temporada chegar.
Séries
Terceira temporada de ‘Euphoria’: o que aconteceu com Rue no final do quinto episódio?
O episódio colocou Rue na situação mais extrema da série até agora, e ainda encontrou espaço para uma sequência com Cassie em proporções gigantescas
ALERTA DE SPOILERS
O quinto episódio da terceira temporada de Euphoria, exibido na noite de domingo (11) pela HBO e Max, terminou com Rue Bennett enterrada até o pescoço enquanto Alamo galopava em sua direção a cavalo – e a cena cortou para o preto. A pergunta “será que ela sobrevive?” passou o resto da madrugada circulando em cada canto da internet.
Ao longo do episódio, Rue segue tentando equilibrar sua atuação como informante da DEA com a rotina cada vez mais tensa no clube de Alamo. Quando Magick encontra drogas que ela havia escondido anteriormente, Alamo começa a desconfiar de sua lealdade. A partir daí, é uma contagem regressiva.

Bishop e G levam Rue para um local isolado e a obrigam a cavar uma espécie de cova. Na manhã seguinte, Alamo aparece a cavalo, segurando um taco de polo, galopando em direção à cabeça dela enquanto ela grita. Ainda restam três episódios na temporada, incluindo um finale que a HBO promete ser o mais longo da história da série – e a sensação de risco nunca pareceu tão real quanto aqui.
Enquanto Rue cavava sua potencial sepultura, o episódio entregou uma das sequências mais radicais da história de Euphoria. Cassie literalmente cresce até proporções gigantescas depois de encarar o fluxo interminável de pedidos online, pisando em uma versão falsa de Los Angeles num figurino de oncinha rasgado. Maddy, por sua vez, surge cada vez mais calculista, pressionando Cassie a assinar contratos e avançando sua carreira de atuação sem deixar a emoção atrapalhar o plano de negócios.
O que vem a seguir
Com três episódios restantes, Euphoria chegou ao ponto sem volta da temporada. Rue está encurralada entre a DEA, Alamo e os próprios sentimentos por Jules. Cassie está perdida entre a fama, Nate e a ilusão de que Brandon Fontaine representa algo real. E Maddy, que passou duas temporadas sendo tratada como coadjuvante, surge como a personagem mais estratégica da história – o que a série demorou três temporadas para mostrar com clareza.
