Séries
As 10 melhores séries de 2025
Confira as produções que dominaram o streaming e conquistaram público e crítica ao longo de 2025
2025 elevou a barra ainda mais alto quando o quesito são séries marcantes. Das plataformas de streaming às produções da HBO, o ano foi marcado por narrativas ousadas, personagens complexos e produções que não tiveram medo de explorar temas difíceis. Foi um ano excepcional para a televisão, com produções que conseguiram equilibrar entretenimento e profundidade crítica de maneiras que raramente vemos.
Se liga no nosso TOP 10 com as séries que merecem JÁ a sua maratona.

10. O Verão Que Mudou Minha Vida (Prime Video)
Para os fãs de romance adolescente, O Verão que Mudou Minha Vida encerrou sua saga com a terceira e última temporada no Prime Video. Só nos primeiros sete dias, os dois primeiros episódios ultrapassaram 25 milhões de visualizações, superando as temporadas anteriores. Baseada no livro final da trilogia de Jenny Han, a temporada acompanha Belly às vésperas de um casamento que pode mudar tudo. O triângulo amoroso entre ela, Conrad e Jeremiah chega ao seu desfecho, com reviravoltas emocionais que mantiveram os fãs colados na tela. Lola Tung, Christopher Briney e Gavin Casalegno demonstram evolução marcante desde a primeira temporada, entregando atuações mais maduras que acompanham os dilemas da vida adulta de seus personagens.

9. Alien: Earth (Disney+)
Criada por Noah Hawley para o FX, a série transplantou a franquia icônica de Ridley Scott para a tela pequena com resultados espetaculares. No Rotten Tomatoes, 94% de 198 críticos deram avaliações positivas, com o consenso destacando que a série é “estilisticamente ousada e assustadora como o inferno, transplantando a mitologia para o meio televisivo com sua grandeza cinematográfica intacta enquanto constrói uma identidade única”. Ambientada dois anos antes do filme original de 1979, a produção combina duas histórias centrais: uma sobre a aterrissagem forçada de uma espaçonave com criaturas horripilantes e outra sobre a criação de super-humanos sintéticos. Sydney Chandler brilha como protagonista em ascensão de heroína ingênua para figura à la Ripley, enquanto Samuel Blenkin entrega um vilão corporativo memorável.

8. The White Lotus (HBO Max)
A terceira temporada de The White Lotus levou os espectadores para a Tailândia com um elenco renovado que inclui nomes como Walton Goggins, Parker Posey, Carrie Coon e Jason Isaacs. A temporada é mais sombria e paciente em sua narrativa do que as temporadas anteriores, enquanto exibe um excelente novo elenco cheio de performances ácidas. Mike White continua seu olhar satírico sobre a elite rica, mas desta vez adiciona camadas de espiritualidade e busca interior ao cenário luxuoso do resort. Sam Rockwell apareceu como surpresa no quinto episódio, substituindo Woody Harrelson que teve conflitos de agenda, e Natasha Rothwell e Jon Gries retornaram de temporadas anteriores para conectar as narrativas. A série já foi renovada para uma quarta temporada, com locações na França sendo exploradas.

7. Os Donos do Jogo (Netflix)
A produção brasileira também marcou presença forte em 2025. Os Donos do Jogo, série nacional que mergulha no submundo do jogo do bicho, das maquininhas e das bets, surpreendeu pela qualidade da produção e pela ousadia em expor as engrenagens corruptas por trás dessas operações. Com elenco de peso e atuações consistentes, a série mostra como funciona a cúpula criminosa, as disputas por pontos e o comportamento violento dos envolvidos. É uma produção pesada que não tem medo de mostrar a realidade brutal por trás dos jogos que movimentam bilhões no país.

6. The Last of Us (HBO Max)
A trama retornou com sua segunda temporada mantendo o padrão de qualidade que transformou a adaptação do game em referência do gênero. A história acompanha Joel e Ellie cinco anos após os eventos da primeira temporada, agora estabelecidos em Jackson, Wyoming. Pedro Pascal e Bella Ramsey entregam performances que exploram as consequências emocionais das escolhas do passado, enquanto Kaitlyn Dever se junta ao elenco como Abby, trazendo novas camadas de complexidade moral. A série foi renovada para uma terceira temporada antes mesmo da segunda estrear, consolidando The Last of Us como a melhor adaptação de videogame da história.

5. IT – Bem-Vindos a Derry (HBO Max)
A série trouxe a origem de Pennywise para a HBO com uma abordagem que vai além do terror superficial. A primeira temporada é um horror psicológico intrincado que mistura história, o sobrenatural, relações raciais e medo intenso, sendo uma história magistralmente tecida e aterrorizante sobre as origens do monstruoso Pennywise. Ambientada em 1962, a produção entrelaça o terror sobrenatural com comentários sobre racismo, abuso e trauma psicológico durante a paranoia da Guerra Fria. A história aprofunda o mito de Pennywise através de comentário social afiado, atmosfera aterrorizante e ótimas performances. Bill Skarsgård retorna ao papel icônico e entrega sua versão mais completa e perturbadora do palhaço, enquanto Chris Chalk como Dick Hallorann – personagem de O Iluminado – adiciona conexões profundas ao universo de Stephen King.

4. Pluribus (Apple TV+)
Entre as surpresas mais impactantes do final do ano, Pluribus chegou à Apple TV+ em novembro como um evento televisivo de proporções épicas. Criada por Vince Gilligan, o gênio por trás de Breaking Bad e Better Call Saul, a trama acompanha Carol Sturka, uma escritora de Albuquerque que é uma das apenas 13 pessoas no mundo imunes aos efeitos da “União”, um evento em que um vírus extraterrestre transformou o resto da humanidade em uma mente coletiva pacífica e contente conhecida como os “Outros”. Rhea Seehorn, parceira de Gilligan em Better Call Saul, entrega uma performance magnética como a protagonista amargurada que precisa decidir se salva um mundo que não tem certeza se merece ser salvo. É ficção científica filosófica do mais alto calibre, com o ritmo deliberado e a tensão crescente que são marcas registradas de Gilligan.

3. Ruptura (Apple TV+)
A segunda temporada de Ruptura consolidou a produção da Apple TV+ como referência em ficção científica contemporânea. Provando que é possível se manter fiel à proposta original e ainda assim surpreender o público com reviravoltas mirabolantes, a trama que explora a mitologia cult da corporação Lumon e os segredos do andar dos funcionários “severados” ficou ainda mais bizarra e instigante. Os melhores momentos dessa leva foram extraordinários, incluindo episódios como a nevasca no campo ORTBO e o final de temporada eletrizante. Adam Scott, Britt Lower e Tramell Tillman entregam performances impecáveis, com o personagem Milchick roubando a cena em momentos memoráveis. A terceira temporada já está confirmada, deixando os fãs ansiosos para mais respostas sobre os mistérios de Cold Harbor e a situação de Gemma.

2. The Pitt (HBO Max)
O drama médico ganhou nova vida com The Pitt, produção da HBO Max que acompanha uma equipe de emergência ao longo de um único turno de 15 horas. Diferente de outras séries do gênero, The Pitt remove todo o glamour e apresenta a realidade crua do sistema de saúde americano, com casos sangrentos e decisões que colocam todos no limite. A série recebeu cinco Emmys, incluindo as categorias de Melhor Série de Drama e Melhor Ator de Drama, com Noah Wyle recebendo grandes elogios por sua interpretação. A estrutura em tempo real e a tensão constante conquistaram rapidamente o público, provando que ainda há espaço para inovação no gênero hospitalar quando se aposta em autenticidade.

1. Adolescência (Netflix)
A grande sensação do ano atende pelo nome de Adolescência. A minissérie britânica da Netflix, criada por Jack Thorne e Stephen Graham, conquistou o mundo com sua abordagem inovadora sobre a cultura incel e os perigos das redes sociais para adolescentes. A produção reuniu elogios consistentes pela abordagem sensível de temas ligados à juventude. O formato ousado – quatro episódios filmados inteiramente em planos-sequência pelo diretor Philip Barantini – transformou cada capítulo em uma experiência cinematográfica visceral. A história começa com a prisão do jovem Jamie, de 13 anos, acusado de assassinar uma colega de escola, e a partir daí mergulha nas consequências que reverberam pela família e comunidade. O terceiro episódio, que mostra Jamie em sessão com uma terapeuta interpretada por Erin Doherty, revela camadas psicológicas que deixaram espectadores sem fôlego. A minissérie britânica da Netflix foi consagrada no Emmy 2025, e é esperado que repita o feito no Globo de Ouro, após receber 5 nomeações.
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“Off Campus”: o que significa a tatuagem nas costas de Garrett?
Ideia do ator Belmont Cameli, a frase em latim nas costas do personagem carrega uma história real
Se você maratonou Off Campus na Prime Video e ficou olhando fixo pra tela tentando decifrar o que estava escrito nas costas do Garrett Graham, bem-vindo ao clube. A frase em latim que aparece nos ombros do personagem – “Nullum Gratuitum Prandium” – é uma adição completamente nova à história, foi ideia do próprio ator Belmont Cameli e tem uma conexão direta com a vida real dele.
Nos livros de Elle Kennedy nos quais a série é baseada, Garrett tem uma tatuagem de fogo no bíceps. Para a adaptação, Cameli propôs a troca pela frase em latim estampada nas omoplatas com a frase “não existe almoço grátis”, traduzindo livremente. A frase era o mantra da equipe de luta livre do colégio dele. Dá pra entender por que colou tão bem no personagem.

O detalhe mais inteligente, porém, está na lógica de posicionamento da tattoo. Quando Garrett veste o uniforme de hóquei, o que aparece é o sobrenome Graham, carregando todo o peso do pai famoso. Quando tira o uniforme, o que fica na pele é o mantra. É a diferença entre a versão que o mundo enxerga e a versão que ele sabe que é verdade. Para quem assistiu a temporada inteira, essa simbologia bate forte.
A tatuagem ainda funciona como antecipação sutil do final. Quando o pai de Garrett parabeniza o filho por ter iniciado a briga e diz que ele é igualzinho a ele, está falando do “Graham” que o mundo vê. A resposta de Garrett, cortando o pai no meio da frase, é exatamente o mantra em ação. Nada de herança. Tudo conquistado. E, por falar em conquistas reais, Cameli tem uma tatuagem de verdade na coxa em referência ao álbum favorito dele do The National, Trouble Will Find Me. O homem leva tatuagem a sério, tanto na ficção quanto fora dela.
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“Off Campus: Amores Improváveis” é exatamente o que uma série de romance deveria ser
A adaptação da saga de Elle Kennedy chega ao Prime Video e entrega o romance universitário que os fãs mereciam – com algumas surpresas no caminho
Off Campus: Amores Improváveis chegou ao Prime Video no dia 13 de maio com todos os oito episódios da primeira temporada disponíveis de uma vez – o que, convenhamos, foi ao mesmo tempo um presente e uma cilada, porque ninguém parou depois do segundo. A série criada pela showrunner Louisa Levy adapta O Acordo, primeiro livro da saga da autora canadense Elle Kennedy, e acompanha Hannah Wells (Ella Bright), estudante de música da fictícia Universidade Briar, e Garrett Graham (Belmont Cameli), capitão do time de hóquei que vai mal em filosofia. Os dois fazem um acordo: ela o ajuda a recuperar as notas, ele a ajuda a conquistar o músico Justin. Quem já leu o livro sabe exatamente onde isso vai parar. Quem não leu, percebe no fim do primeiro episódio.
A grande aposta de Off Campus é química, e ela entrega. Belmont Cameli e Ella Bright têm uma interação que não parece fingida – cada troca entre Garrett e Hannah parece genuína, um pouco desajeitada do jeito certo, sem o esforço visível que às vezes aparece em adaptações de romance quando os atores tentam demais convencer.

A direção aposta em planos médios e reações, deixando os rostos contarem mais do que os diálogos, o que funciona muito bem nos momentos de tensão não resolvida, que são muitos. A série também acerta ao construir o universo do hóquei e da música de forma equilibrada, sem deixar nenhuma das duas ficar em segundo plano. Hannah tem uma jornada própria com a composição que vai além de ser a garota que o protagonista gosta, e isso faz diferença.
As mudanças em relação ao livro: o que funcionou
Quem leu O Acordo vai notar as diferenças logo nas primeiras cenas. O Justin dos livros era jogador de futebol americano; na série, ele é músico e lidera a banda After Hours, o que dá muito mais coerência ao interesse de Hannah por ele. O primeiro beijo de Hannah com outra pessoa também muda – no livro era com um personagem sem peso na trama, na série é com Logan, que tem um crush não resolvido pela protagonista, criando uma camada a mais para a temporada toda.

A série também antecipa o desenvolvimento de Dean e Allie, casal do terceiro livro da franquia, o que dividiu os fãs: parte ficou animada em ver mais desse casal logo, outra parte sentiu que isso tira o protagonismo que seria deles na terceira temporada. A questão é que a dinâmica entre eles é tão boa que é difícil reclamar muito enquanto assiste.
Off Campus não desvia dos temas difíceis do livro. O passado de Hannah, que foi drogada e estuprada no ensino médio, é tratado com cuidado e tempo de tela suficiente, o que de fato acrescente boas camadas aos episódios. A série conecta esse trauma diretamente à dificuldade da personagem de acessar a música pop e escrever letras, uma mudança em relação ao livro que aprofunda quem Hannah é antes mesmo de Garrett entrar na história.

Garrett também carrega o peso de um pai abusivo e o medo de repetir padrões – e a cena em que os dois confrontam essas questões juntos é um dos pontos mais fortes da temporada. O diálogo pode soar truncado em alguns momentos, e isso é verdade em alguns episódios do meio da temporada, mas raramente atrapalha o ritmo geral.
O que vem pela frente
Já renovada para a segunda temporada antes mesmo da estreia, Off Campus deixa bastante material aberto para o futuro. A introdução de Grace Ivers (India Fowler, anunciada para a próxima temporada) sugere que Logan e sua história com a personagem do segundo livro da saga devem ser o foco a seguir. Dean e Allie também terminam a temporada num ponto que pede continuação urgente.
A série claramente foi pensada no modelo antológico ao estilo Bridgerton – cada casal ganha seu momento, mas os personagens não desaparecem depois. Se Off Campus mantiver essa qualidade de construção de elenco secundário, o modelo pode funcionar muito bem. Por ora, Hannah e Garrett entregaram o suficiente para garantir que a gente vai estar aqui quando a segunda temporada chegar.
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Terceira temporada de ‘Euphoria’: o que aconteceu com Rue no final do quinto episódio?
O episódio colocou Rue na situação mais extrema da série até agora, e ainda encontrou espaço para uma sequência com Cassie em proporções gigantescas
ALERTA DE SPOILERS
O quinto episódio da terceira temporada de Euphoria, exibido na noite de domingo (11) pela HBO e Max, terminou com Rue Bennett enterrada até o pescoço enquanto Alamo galopava em sua direção a cavalo – e a cena cortou para o preto. A pergunta “será que ela sobrevive?” passou o resto da madrugada circulando em cada canto da internet.
Ao longo do episódio, Rue segue tentando equilibrar sua atuação como informante da DEA com a rotina cada vez mais tensa no clube de Alamo. Quando Magick encontra drogas que ela havia escondido anteriormente, Alamo começa a desconfiar de sua lealdade. A partir daí, é uma contagem regressiva.

Bishop e G levam Rue para um local isolado e a obrigam a cavar uma espécie de cova. Na manhã seguinte, Alamo aparece a cavalo, segurando um taco de polo, galopando em direção à cabeça dela enquanto ela grita. Ainda restam três episódios na temporada, incluindo um finale que a HBO promete ser o mais longo da história da série – e a sensação de risco nunca pareceu tão real quanto aqui.
Enquanto Rue cavava sua potencial sepultura, o episódio entregou uma das sequências mais radicais da história de Euphoria. Cassie literalmente cresce até proporções gigantescas depois de encarar o fluxo interminável de pedidos online, pisando em uma versão falsa de Los Angeles num figurino de oncinha rasgado. Maddy, por sua vez, surge cada vez mais calculista, pressionando Cassie a assinar contratos e avançando sua carreira de atuação sem deixar a emoção atrapalhar o plano de negócios.
O que vem a seguir
Com três episódios restantes, Euphoria chegou ao ponto sem volta da temporada. Rue está encurralada entre a DEA, Alamo e os próprios sentimentos por Jules. Cassie está perdida entre a fama, Nate e a ilusão de que Brandon Fontaine representa algo real. E Maddy, que passou duas temporadas sendo tratada como coadjuvante, surge como a personagem mais estratégica da história – o que a série demorou três temporadas para mostrar com clareza.
