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Condenado, Leo Lins volta aos palcos em SP e debocha do câncer de Preta Gil

Mesmo condenado por discurso discriminatório, Leo Lins estreou “Enterrado Vivo” em SP

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O humorista Leo Lins, condenado em março a 8 anos e 6 meses de prisão por propagar conteúdos discriminatórios, reestreou em São Paulo, no último fim de semana, com o espetáculo “Enterrado Vivo”. O palco escolhido foi o Teatro Gazeta, em plena Avenida Paulista, e os 720 lugares estavam ocupados — celulares lacrados em sacos pretos, a pedido dos advogados, para evitar novos vazamentos de piadas.

Entre alfinetadas à sentença, Lins ressuscitou processos antigos. Falou de Preta Gil — a quem chamou de “porca” em 2019 num programa de TV — e relacionou o câncer da cantora a um “favoritismo divino”: “Três meses depois de me processar, ela apareceu com câncer. Parece que Deus tem um favorito… Pelo menos ela vai emagrecer”, disparou. O momento foi descrito pelo jornal O Globo, que acompanhou a sessão.

A fala não surpreende quem acompanha a trajetória de Lins, mas choca pelo desrespeito aberto a alguém em plena luta contra o câncer. Em vez de reconhecer o próprio histórico judicial — consequência direta de ataques a minorias e pessoas com deficiência — o humorista preferiu relativizar a sentença, alegando que “quem fala é só o personagem”.

Ao afirmar que a “perseguição judicial” o torna mais ouvido, Lins revela a lógica do choque barato: quanto maior o ataque, maior a repercussão — ainda que à custa de empatia e mínimo senso de humanidade.

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